sábado, 25 de junho de 2016

Li por aí e gostei...Belo texto...Bela definição...

Eu nunca fiz questão de festa de casamento, de vestido de noiva e de um anel caríssimo de brilhantes. Não é isso que faz a minha cabeça. Eu não preciso de um papel assinado para provar que sou sua mulher, faz-me sentir que sou a tua mulher, faz-me tua! E eu serei, sempre.
Tu podes colocar uma aliança de bambu no meu dedo, desde que seja com VERDADE, que ela não seja somente para mostrar o nosso compromisso ao mundo, que eu ficarei feliz se ela não tiver ouro mas tiver AMOR. E se tu a usares com felicidade e não por mera formalidade. Eu tampouco quero exigir-te fidelidade pois creio que fidelidade e amor ninguém obriga nem agradece; Quando existe um destes sentimentos muito forte, o outro complementa espontaneamente, sem obrigações, sem cobranças. A lealdade é fruto desta união e é isso que me interessa.
Eu dispenso a festa, se for para mostrar aos nossos amigos como estou feliz, quem me conhece não precisa disso e quem não me conhece não me importa… os meus amigos sabem que eu encontrei o amor, só pelo brilho nos meus olhos; Nunca quis um marido para a cerimônia, sempre quis um companheiro que fizesse da nossa rotina uma grande alegria e da nossa cama uma festa. Não me dês presentes caros, dá-me sorrisos!
Eu nunca quis um MARIDO para me acompanhar nos rituais natalícios e reuniões de família, sem a menor vontade, só porque PRECISA estar ali; Eu sempre quis um parceiro, que mesmo no final do campeonato de futebol, com a sua equipa em campo me dissesse “Vamos! Eu assisto ao jogo com os teus primos – adversários!”. Percebes a diferença? Parceria pode ser absolutamente oposta ao casamento, mesmo que não devesse nunca ser assim. Eu nunca quis passar o ano todo planeando um roteiro para os 7 dias corridos de férias no final do ano, porque eu não preciso passar o ano novo em Cancun, eu sempre quis um companheiro que me fosse pegar mais cedo no trabalho numa quinta-feira e que subíssemos a serra para passarmos 24 horas juntos…
Eu nunca quis um MARIDO que levasse a minha família para jantar no meu aniversário e me desse uma bolsa qualquer de presente, porque isso é o correto a se fazer; Eu quero um companheiro que me deixe um bombom debaixo do travesseiro para quando eu chegar… que ligue para a minha família e diga “Venham aqui para casa!”, que não me faça declarações com um helicóptero mas que me diga, todos os dias, baixinho ao pé do ouvido, o quanto eu sou importante.
Eu não quero um marido para posar comigo nas fotos, para me levar nos eventos da firma; Eu quero um companheiro para produzirmos boas lembranças, para ser, um dia, aquela foto que dá saudade, de um momento rotineiro na varanda… um companheiro para depois do evento da firma perguntar “E agora, vamos esticar-nos aonde?”.
Eu não quero um marido que só fique à minha espera na sala do pronto socorro, eu sempre quis um companheiro que me fizesse um chá quando eu estivesse com gripe. Isso é cuidado, zelo, e casamento, infelizmente, às vezes é outra coisa. Portanto, não te cases comigo apenas, mais do que isso: VIVE ao meu lado.
Eu não quero um marido para cumprir os protocolos; Eu quero um companheiro, para quebrarmos todos eles!

Eu não quero um marido para envelhecer comigo; Eu quero um COMPANHEIRO que me ajude a manter o meu espírito sempre jovem. Um companheiro que envelheça junto comigo e que ria dos meus cabelos brancos…
Eu nunca quis um marido para ter que fazer sexo 3 vezes por semana, eu sempre quis um companheiro que me levasse para a cama quando eu adormecesse no sofá.
Eu nunca quis um marido só para brindar; Eu sempre quis um companheiro para abrir uma garrafa quando o dia tiver sido péssimo.
Eu nunca quis um marido para procriar. Para revezar as trocas de fraldas noturnas. Eu sempre quis um companheiro que entendesse o meu cansaço e que me oferecesse o ombro para descansar.

Não precisas fazer massagens tântricas nos meus pés, apenas deixa-me esticar as pernas por cima das tuas…
Eu nunca quis um MA-RI-DO para pagar todas as minhas contas. Eu sempre quis um companheiro para crescermos juntos. Nunca quis um marido que me levasse para conhecer o mundo, apenas quis um companheiro para conquistarmos o mundo, para construirmos um mundo nosso. Para nos bastarmos num dia chuvoso. Para sermos felizes a comer macarrão com ovo! Para rirmos quando o dinheiro apertar… e para querer dividir não só o carro e a conta bancária, mas a alma, a vida e os medos quando a noite chegar; Os abraços, o céu, as estrelas, no nosso espaço e por todas as galáxias… que me deixe ser o astro no seu sistema solar! Mas não precisa ser eterno. Eu só quero que seja verdadeiro enquanto durar. E que esse durar, seja leve, enquanto eu respirar.

BRUNA STAMATO



segunda-feira, 21 de março de 2016

É verdade...conheço casos de pessoas que deram uma de espertas para conseguir "coisas $" e nem puderam curtir o que conseguiram e com vergonha...umas foram morar longe e outras nem podem sair de casa kkkk...Eta mundo bom esse pra aprender...

sábado, 19 de março de 2016

A vida...na vida...


O amor, às vezes, não pode ser explicado com palavras, só pode ser sentido e só pode ser compreendido por quem já viveu isso alguma vez na vida. E é que, talvez, só possamos chegar a traçar humildemente e com algumas palavras o seu significado. O amor chega como um redemoinho cheio de ilusões, de emoções e de sentimentos que fazem com que nos sintamos alegres, vivos, renovados… 
Mas, às vezes, tudo vira ao contrário. Se, em muitas ocasiões, nós não compreendemos nem a nós mesmos, se estamos cheios de contradições, tentar nos coordenar com um par pode representar um caminho difícil, sim, muito difícil… e quando começa a quebrar nossa estabilidade e nossa paz interior, não temos outro remédio além de dizer adeus…
Porque eu me amo, porque tenho estima por mim, porque me respeito e preciso do respeito dos demais. Porque me sinto seguro do que quero e, sobretudo, do que não quero, por isso lhe digo adeus… e, como em outros momentos da vida, tudo fica e tudo passa…
Fica a experiência, a lição aprendida e passa a dor. Porque o tempo cura tudo e porque trata-se de ser feliz e, ainda que simples e muito comum, é verdade o ditado de que “Antes só do que mal acompanhado”.Por isso, aprender a amar a nós mesmos é primeiro passo para não perder o norte, para que não nos tratem como marionetes no amor. Não destroce seu coração, sua alma e sua mente por um amor que realmente não é real. Ame-se. Tamara De Lempicka

CABEÇA VAZIA...OFICINA...DE QUEM?

          
Se você não preencher os espaços em sua vida com coisas boas, as ruins naturalmente os ocuparão...  Isso explica a fonte de muitos sofrimentos e consequências ruins nas vidas das pessoas. Você extrapolar isso para todas as partes de sua vida. Na vida espiritual, por exemplo, você já deve ter ouvido dizer que o ser humano tem um espaço dentro de si que só Deus pode preencher. A constante insatisfação de pessoas que não buscam a Deus é uma prova disso. Há pessoas que têm tudo mas se sentem vazias, e há aquelas que não têm nada mas se sentem preenchidas.  Pense bem sobre os espaços vazios que você tem deixado em sua vida e na vida de outras pessoas que precisam de você. Procure preenchê-los com as coisas apropriadas. Assim você eliminará e evitará muitos problemas de sua vida. (Li por aí e achei útil)

A CULPA É UM SENTIMENTO MAIS FORTE QUE O DESEJO

Muito depois que o desejo passa, a culpa permanece. O desejo está sujeito ao tempo e à circunstância. A culpa não.
O desejo pode ser controlado. A culpa é uma consequência inevitável.
O desejo precisa ser alimentado. A culpa tem vida própria.
Antes de agir e dar vazão a um desejo errado, pense no alto e irreversível preço da culpa. Não vale a pena. Quem já viveu, sabe.

Se você está sendo fortemente tentado por um desejo errado, mude seu foco e pare de alimentá-lo. Em breve ele será apenas uma lembrança distante e você uma pessoa feliz por não ter agido sobre ele.  (Li por aí e achei útil)
Vivemos em busca da felicidade e esquecemos que a realidade da felicidade está mais ao nosso alcance do que supomos imaginar. A realidade da felicidade é alcançável, palpável, disponível. A realidade da felicidade não está no auge, além de nossos limites e capacidades. Ela é mais terrena, mais amena, mais fácil e serena. Está no caminho do meio, entre o tudo ou nada que tanto nos desorienta. Nos matriculamos na academia em busca de saúde e logo queremos estar sarados, hiper tonificados, sem nenhuma gordurinha fora do lugar. Colocamos metas muito altas pra nós mesmos e perdemos a saúde almejada tentando alcançá-la.  Procuramos um amor que goste de cinema e quando encontramos nos ressentimos porque ele não nos manda flores toda semana nem nos convida para dançar. Nos machucamos esperando grandes feitos e nos esquecemos que o amor não obedece cronogramas, não se concretiza no oito ou oitenta, não é melhor ou pior que aquele da tevê. Esquecemos que a união se faz durante a construção, as delicadezas se somando à luz do dia a dia. Fabíola Simões.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

''A paciência é uma grande virtude que precisa ser cultivada. Deve sempre prestar atenção à própria determinação, sinceros esforços, paciência, regularidade e natureza amorosa. Uma vez que estamos determinados a buscar a verdade por meio de pensamentos purificados, fala e ações,  estamos certos de encontrar o caminho e alcançar a meta. A própria verdade torna-se nosso guia, e sem cometer um erro, vamos nos encontrar no caminho certo. O método simples para a iluminação é primeiro conhecer a si mesmo. Aprenda a trabalhar com você, não desista nisso. ''— Enseñanza de Sri Amma Bhagavan



"E quem tem Deus no coração sabe que não há mal que vingue, nem inveja que maltrate, nem inimigos. Por que pra todo mal, há cura.” Caio Fernando Abreu

domingo, 18 de janeiro de 2015


Enterre os mortos, feche os portos e cuide dos vivos

Foi o que determinou o Marquês de Pombal, em 1755, depois de um terremoto em Lisboa. Quando estiver no olho do furacão, lembre-se do marquês. Sepultar os mortos é parar de deplorar a tragédia e de se recriminar por ela. Fechar os portos sugere impedir que novos problemas apareçam enquanto você cura as feridas; é manter o foco na reconstrução. Cuidar dos vivos quer dizer tomar conta do presente, ter cautela com o que sobrou valorizar o que há de bom em sua vida.
A vida é assim. O aprendizado é na prática. E a regra é simples: se não posso mudar os fatos, então deixo que os fatos me modifiquem. Quero o crescimento possível, a travessia que me é proposta. Porque ficar parado e lamentando a vida que não quero, é um jeito estranho de abandonar a vida que tanto desejo. Padre Fábio de Melo

sábado, 15 de novembro de 2014

O VALOR DO TEMPO


Quem faz do tempo um passatempo fútil, sem dar ao tempo o seu valor devido, há de chorar, com o tempo, arrependido, por ter perdido tempo em vida inútil.


Por pouco tempo o tempo nos foi dado, para que, nele, tempo não percamos, parando tempo em planos que sonhamos, sem nada, em tempo, termos realizado.

O tempo corre e esvai-se qual fumaça, e é bom saber usá-lo antes que acabe, pois não retorna mais depois que passa.

E quem o tempo seu usar não quis, há de se arrepender porque bem sabe, que no tempo deixou de ser feliz. 
Sá de Freitas

Esse texto sempre me encanta, por isso torno a publicar...

Há uma lenda na China que conta que uma jovem chamada Lin, se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra.

Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se irritava com os hábitos e costumes da sogra, que a criticava cada vez mais com insistência. Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo, mas Lin, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.

Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe: - “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas”.

Lin respondeu: Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda”. Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra. Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.

Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durantes estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.

As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:

“Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.”

Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar”.

Na China, há um provérbio que diz: “A pessoa que ama os outros também será amada”.E os árabes têm outro provérbio: “O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos”.

As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão vir a ser as que mais nos darão alegrias no futuro. Invista nelas, cative-as, ouça-as, cruze seu mundo com o mundo delas. Plante sementes. Não espere o resultado imediato, colha com paciência.


Esse é o único investimento que jamais se perde. Se as pessoas não ganharem, você, pelo menos, ganhará: paz interior, experiência e consciência de que fez o melhor.
Quando lesamos alguém, esse alguém se recompõe antes que possamos nos recompor a nós mesmos. André Luiz.
A maior parte dos dramas que se promovem no seio familiar é produto inequívoco das incompreensões mútuas ou, mais precisamente ainda, da falta absoluta de conhecimento, sobre os elementos básicos que configuram o edifício das relações matrimoniais. Dramas que muitas vezes degeneram em tragédias ou separações definitivas, quando o amor-próprio, sempre acompanhado de intolerância, violência, obstinação, oprime o amor até asfixiá-lo, esse mesmo amor que um e outro entre si juraram como eterno.
Existem muitíssimos casamentos que se mantêm de pé, apesar dos vendavais que suportam. Entretanto, aqueles que protagonizam esses casamentos raramente superaram os conflitos provenientes da disparidade de caracteres, mediante o respeito consciente aos princípios que regem a vida matrimonial.

Encarar com êxito a grande experiência do matrimônio pressupõe um conhecimento cabal da magna arquitetura espiritual que estrutura suas bases morais com fórmulas e regras sublimes de conduta; fórmulas que enobrecem a alma dos seres embelezam o panorama da vida conjugal, dignificam a espécie e abrem, para os corações humanos, as portas da confiança  nos  desígnios  do  sentimento, tantas vezes menosprezado e ultrajado pela incompreensão. Carlos Bernardo González Pecotche
"Muitas vezes nossos erros nos beneficiam mais do que nossos acertos. As façanhas enchem o coração de presunção perigosa; os erros obrigam o homem a recolher-se em si mesmo e devolvem-lhe aquela prudência de que os sucessos o privaram." François Fénelon

sábado, 7 de junho de 2014

"Eu prefiro ser um "pode ser" se não posso ser um "é". Afinal, um "pode ser" é alguém que talvez esteja tentando alcançar as estrelas. Prefiro ser um "foi" a ser um "poderia ter sido". Afinal, um "poderia ter sido" nunca foi, mas um "foi" um dia foi um "é". ( Milton Berle)

O CASAMENTO NÃO É PARA VOCÊ

"Depois de estar casado há apenas um ano e meio, recentemente cheguei à conclusão de que o casamento não é para mim. Agora, antes de começar a fazer suposições, continue lendo.
Conheci minha esposa na escola quando tínhamos 15 anos. Éramos amigos há dez anos, até que... Até que decidimos que não queríamos mais ser apenas amigos. Eu recomendo enfaticamente que os melhores amigos se apaixonem. Será a felicidade para ambos. No entanto, me apaixonar por minha melhor amiga não me impediu de ter certos medos e ansiedades sobre o casamento. Quanto mais próximos Kim e eu ficávamos da decisão de nos casarmos, mais eu me enchia de um medo paralisante. Será que eu estava pronto? Era a escolha certa? Kim era a pessoa certa para eu me casar? Será que ela me faria feliz? Então, numa noite fatídica, compartilhei esses pensamentos e preocupações com o meu pai.
Talvez cada um de nós tenha passado por momentos em nossas vidas em que parece que o tempo fica mais lento ou o ar torna-se parado e parece tragar tudo ao nosso redor, marcando esse momento como aquele que nunca esqueceremos.  Meu pai dando sua resposta às minhas preocupações era um desses momentos para mim. Com um sorriso, ele disse: “Seth, você está sendo totalmente egoísta. Então, eu vou tornar as coisas simples: o casamento não é para você. Você não se casa para fazer a si mesmo feliz, se casa para fazer alguém feliz. Mais do que isso, o casamento não é para você, é para a família. Não é para os sogros ou para coisas sem importância, mas para seus futuros filhos. Quem você quer ao seu lado para criá-los? Quem você quer que os influencie? O casamento não é para você, nem para fazê-lo feliz. O casamento está relacionado à pessoa com quem se casa.”
Foi nesse exato momento que eu soube que Kim era a pessoa certa para casar. Eu percebi que eu queria fazê-la feliz, ver o seu sorriso todos os dias, queria fazê-la rir todos os dias. Eu queria ser uma parte de sua família, e minha família queria que ela fosse uma parte da nossa. E pensando em todas as vezes que eu a tinha visto brincar com os meus sobrinhos, eu sabia que ela era a pessoa com quem eu queria construir nossa própria família.  O conselho do meu pai era ao mesmo tempo chocante e revelador. Foi na contramão da "filosofia corrente" de hoje, que é: se o casamento não o faz feliz você pode voltar atrás e começar um novo relacionamento.  Não, um verdadeiro casamento (e verdadeiro amor) nunca é centrado em você. É centrado na pessoa que você ama - seus desejos, suas necessidades, suas esperanças e seus sonhos. O egoísmo exige: "O que eu ganho com isso?”, enquanto o amor pergunta: “O que eu posso dar?"
Algum tempo atrás, minha esposa me mostrou o que significa amar desinteressadamente. Por muitos meses, meu coração estava endurecido por uma mistura de medo e ressentimento. Então quando a pressão chegou a um ponto que nenhum de nós podia mais suportar, minhas emoções entraram em erupção. Eu estava insensível e egoísta.
Mas, em vez de acompanhar meu egoísmo, Kim fez algo mais que maravilhoso, ela demonstrou amor. Deixando de lado toda a dor e o mal-estar que eu havia causado, ela carinhosamente tomou-me em seus braços e acalmou minha alma.  O casamento é para a família.
Eu percebi que tinha esquecido o conselho do meu pai. Enquanto Kim devotava seu lado do casamento a me amar, do meu lado tudo estava concentrado em mim. Esta terrível constatação me levou às lágrimas, e eu prometi à minha mulher que eu iria tentar ser melhor.  Para todos os que estão lendo este artigo, casado, quase casado, solteiro ou até mesmo os solteirões ou solteironas convictos, eu quero que vocês saibam que o casamento não é para vocês. Nenhuma verdadeira relação de amor é para você. O amor é para a pessoa que você ama.  E, paradoxalmente, quanto mais você realmente ama essa pessoa, mais amor você recebe. E não apenas do seu cônjuge, mas dos amigos dele, de sua família e milhares de outras pessoas que você nunca teria conhecido se o seu amor permanecesse egocêntrico.  Na verdade, o amor e o casamento não são para você. São para o outro. "

Li por aí...No blog do Zé Claudio ...E estou meditando sobre o texto...(não tinha autor)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O tempo do tempo


Não atropele o tempo do tempo.
Se você já semeou, agora é esperar as sementes germinarem. Se já teve o primeiro encontro, é aguardar as emoções aflorarem. Se já saiu na chuva, se descobriu o calor e passou pelo frio, é tempo de observar da janela da vida o tempo passar,  como ás águas do rio...
Não coma as palavras, respire.
Não fale o que vier na telha, pense.
Não se atrapalhe com mil pensamentos, medite. Não se envolva com energias negativas, ore.
Não perturbe o seu coração, confie.
Não se orgulhe de nada, nem do bem e nem do mau. Apenas dirija o seu barco, seja o capitão da sua nau. Observe as pessoas correndo, vão apressadas para o nada. Não entre nessa fila, tenha uma direção, não vá com a manada. Saia mais cedo e contemple o dia.A noite enluarada, cheia de estrelas, é a vida.
Vida que pede tempo para se apresentar e te mostrar.  Que você é o próprio tempo que se refaz a cada segundo em que se amar.
É tempo de deixar o tempo agir, ser, estar e prosseguir,
com a certeza de que o tempo não age contra ninguém,
é aliado amigo de quem sabe como seguir bem.

Paulo Roberto Gaefke

Liberdade...



A liberdade exterior depende da sociedade em que vivemos com as suas normas rígidas ou flexíveis de conduta. Assim, a nossa liberdade se exerce dentro dos limites traçados pela lei, pelos costumes e pela moral.
            É difícil o homem saber o que ele realmente é, pois está soterrado numa confusão de normas e valores, que o tornam um autômato social. Por isso, para ser livre interiormente, importa que ele descubra quem ele é para buscar ser o que é. Ele é aquilo de que necessita e nada pode fazer para mudar suas necessidades reais e, sim, compatibilizá-las, quanto à sua satisfação, ao contexto sociocultural onde vive. Liberdade não é fazer tudo o que se quer, mas tudo o que se pode e o que se deve. A liberdade não está na vontade em si, mas no exercício da vontade segundo as conveniências e as circunstâncias.
A liberdade consiste também na livre obediência. Obediência porque se quer obedecer e não porque se é obrigado a obedecer. A obediência compulsória não passa de sujeição, de escravidão. A obediência voluntária, ao contrário, é um ato de liberdade.
Valter da Rosa Borges 

domingo, 3 de novembro de 2013

Matando saudades...


Hoje percorri o blog lendo  todas as mensagens que já postei desde o início...
Nossa quantos momentos...Quantos sentimentos escritos e lidos...Copiados e colados...Nossa quanto tempo...E o tempo passa e as palavras mudam conosco...As ideias, os ideais...As sensações já não são mais as mesmas...E nisso tudo há um "Q" de liberdade...Crescer é isso. Não  materialmente, como muitos almejam...Crescer por dentro mesmo...Sair daqui para ali...De um olhar de um ângulo, para o todo...Ver que há alguns anos eu escrevia sobre coisas que já não me interessam mais e que agora o horizonte mostra outras linhas... Caminhar pelo blog foi como retornar a uma cidade e visitar o seu museu,  parar em todas as peças ali expostas e ler sobre a história com o olhar contemplativo...Mas o final do ano está chegando e com ele novas obras de arte em forma de sentimentos chegarão aqui renovando o acervo de pensamentos para a quem me visita sem compromisso de concordar... Apenas de apreciar...


Sou transparente,
tanto quanto me permite a vida.
Mas a transparência não esta em mim,
E sim nos olhos que me desnudam.
Sou pedra bruta,
teu olhar é que me lapida.
Por isso transparência depende,
de que lado você se encontra do sol!

(Santaroza)



Cada qual sabe amar a seu modo;
o modo pouco importa;
o essencial é que saiba amar...!

(Machado de Assis)

domingo, 14 de julho de 2013


“Da mesma forma que você aprende a não dar valor aos insultos, não se torne vulnerável aos elogios. Tenha equanimidade entre ambos. Permaneça estável no seu auto-respeito para que sua vida não seja conduzida sob a influência dos outros. Por isso, mesmo que o mundo todo fique raivoso com você, seja um oceano de amor constante e fique além das turbulências á sua volta.”

Brahma Kumaris

Você envelheceu ou cresceu este ano?


Envelhecemos sentados no sofá, envelhecemos ao viciar-nos na rotina, envelhecemos criando os filhos da mesma forma como fomos criados, sem levar em conta algumas novas necessidades, outras formas de ser feliz.
Envelhecemos passando creme antirrugas no rosto antes de dormir, envelhecemos malhando numa academia, envelhecemos nos queixando da tarifa do condomínio e achando que todo mundo é estúpido, menos nós.
Envelhecemos porque envelhecer é mais fácil do que crescer.
Crescer requer esforço mental. Obriga a tomadas de consciência. Exige mudanças. Crescer á a antirrepetição de idéias é a predisposição para o deslumbramento é assumir as responsabilidades por todos os nossos atos, os bem pensados e os insanos. Crescer dá uma fisgada diária no peito, embrulha o estômago, tem efeitos colaterais. Machuca.
Envelhecer não machuca. Envelhecer é manso, sereno. Envelhecer é uma apatia, um não-desempenho, um deixa pra lá, vamos ver o que acontece. O que acontece é que você fica mais velho e se considerando tão sábio quanto era anos atrás, anos que passaram iguais, sabedoria que não se renovou.
Crescer custa, demora, esfola, mas compensa. É uma vitória secreta, sem testemunhas.
O adversário somos nós mesmos, e o prêmio é o tempo a nosso favor.
(Martha Medeiros )

Como se comunicar...


Através da linguagem, o homem ajuda-se ou se desajuda. Ainda mesmo que o nosso íntimo permaneça nevoado de problemas, não é aconselhável que a nossa palavra se faça turva ou desequilibrada para os outros. Cada qual tem o seu enigma, a sua necessidade e a sua dor e não é justo aumentar as aflições do vizinho com a carga de nossas inquietações. A exteriorização da queixa desencoraja, o verbo da aspereza vergasta, a observação do maldizente confunde... Pela nossa manifestação mal conduzida para com os erros dos outros, afastamos a verdade de nós.
Pela nossa expressão verbalista menos enobrecida, repetimos a bênção do amor que nos encheria do contentamento de viver. Tenhamos a precisa coragem de eliminar, por nós mesmos, os raios de nossos sentimentos e desejos descontrolados. A palavra é canal do "eu".  Pela válvula da língua, nossas paixões explodem ou nossas virtudes se estendem.  Cada vez que arrojamos para fora de nós o vocabulário que nos é próprio, emitimos forças que destroem ou edificam, que solapam ou restauram, que ferem ou balsamizam. Linguagem, a nosso entender, se constitui de três elementos essenciais: expressão, maneira e voz.  Se não aclaramos a frase, se não apuramos o modo e se não educamos a voz, de acordo com as situações, somos suscetíveis de perder as nossas melhores oportunidades de melhoria, entendimento e elevação.  
Paulo de Tarso fornece a receita adequada aos aprendizes do Evangelho.  Nem linguagem doce demais, nem amarga em excesso. Nem branda em demasia, afugentando a confiança, nem áspera ou contundente, quebrando a simpatia, mas sim "linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós".
Emmanuel / Chico Xavier – “Fonte Viva” - 43

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Tudo passa...


Sei que é clichê, mas tudo na vida passa. Só que esse lance de 'passar' vai muito além de dizer que a dor vai desaparecer da sua vida'. Quando alguém diz que 'tudo passa', fala do caminho longo que cada dor percorrerá antes do fim, antes que você possa esquecê-la. Ela passa perto de você, passa por dentro do seu coração, pela sua mente, pelas barras que te estruturam, pelos seus conceitos, pelas suas crenças, memórias e pelas suas certezas... E depois passa para o lado de fora de você, e finalmente vai embora. Portanto, quando alguém disser que 'vai passar', prepare-se para enfrentar toda esta jornada, antes de ter o prazer de esquecer aquilo que dói.  Camila Heloise

terça-feira, 14 de maio de 2013

Uma boa página sempre cai bem...


 "Quanto mais nos adentramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender e desculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós.  Daí a necessidade da convivência, em que nos espelhamos uns aos outros, não para criticar-nos, mas para entender-nos, através de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no clima da evolução terrestre.
Assim é que, no educandário da existência, aquele companheiro:
que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem observar-lhes a boa parte; que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objeto;
Que apenas se lembra dos adversários com o propósito de arrasá-los, sem reconhecer-lhes as dificuldades e os sofrimentos; que não analisa as razões dos outros, a fixar-se unicamente nos direitos que julga pertencer-lhes; Que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum;
Que se considera invulnerável nas opiniões que emita ou na conduta que espose;
Que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias; que não se dispões a pronunciar uma só frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral;
Que se utiliza da verdade exclusivamente para ameaçar ou ferir...
Será talvez de todos nós aquele que mais exija entendimento e ternura, de vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor. "

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Ceifa de Luz.

sábado, 12 de janeiro de 2013

RASCUNHO DO FINAL DO LIVRO


E cheguei a conclusão que as coisas não começaram no dia do casamento da filha...Onde deveria ser o dia mais feliz para todos, inclusive para a noiva...Fora uma noite de pirraças,  e vingancinhas sem propósitos da parte delas, nunca entendi aquele comportamento...Dessa noite em diante houve um afastamento gradativo, que depois se tornou definitivo com o evento da fortuna tão desejada da parenta que ninguém queria e depois foi o alvo que ela mirou e jogou pesado para acertar...E levou só que de uma forma ilícita (pelo menos espiritualmente) que não tem mais volta e que agora ficará marcada para o resto de sua vida e de seus cúmplices...
As coisas começaram mesmo no dia em que me conheceu e não porque eu fiz isso ou aquilo... Porque depois de viver tudo o que vivi, saber de tudo que soube só me restou  concluir que o simples fato de eu existir a fez me odiar tanto. Minha alegria natural, minha coragem de viver, as coisas que eu sabia fazer e dizer tão bem, as risadas que eu proporcionava a todos que estavam a minha volta, eu ser mais jovem, ter mais coisas...Sei lá acho que ela não administrou nada disso bem e deu no que deu. Quem saiu perdendo? Ela é claro...Pois ninguém escapa da lei de ação e reação. Plantou ódio, discórdia, maledicência...Injúrias...Colheu solidão. Quem quer estar ao lado de uma pessoa amarga que julga e critica o tempo todo a tudo e a todos??
Não se atrai coisas boas quando se têm no rastro da caminhada tantas palavras lançadas erradamente...
Uma coisa é você ter sofrido muito e se tornar amarga, outra coisa é você ser amarga por natureza e por colher frutos de sementes podres...
Foi a energia na vida dela que ela afetou com seu falar cheio de maldades. A Deus ela deve desculpas, pois Ele é quem sabe, assim como sabe da vida de todos nós. Os meus resvalos me coube correr atrás e consertar, pois o amor cobre a multidão de pecados, e tem certos erros que nos fazem crescer e eu nunca fiz nada de mau direcionado para ninguém a não ser pra mim mesma e ela ? Tricotou enxoval para bebês? Foi paciente com os netos? Suportou os ataques bipolar da filha frustrada?  Agüentou calada o silêncio crônico do marido? Isso não a redime das plumas de travesseiros que ela lançou...Mas isso é com o universo agora... O fato é que a vida segue...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Garimpando Inspiração: Texto de Regina Brett


A vida não é justa, mas ainda é boa.

Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
Pague o total de seus cartões de crédito, nunca o mínimo.
Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
É bom ficar bravo com Deus, Ele pode suportar isso.
Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles. Respire fundo. Isso acalma a mente.
Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre..
Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
Use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
O órgão sexual mais importante é o cérebro.
Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras ‘Em cinco anos, isto importará?’
Sempre escolha a vida.  O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
Acredite em milagres.
Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
Envelhecer ganha da alternativa — morrer jovem.
Suas crianças têm apenas uma infância.
Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os dos outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
Acredite, o melhor ainda está por vir.
Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
Produza!
A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Como amar pessoas difíceis


Há uma lenda na China que conta que uma jovem chamada Lin, se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra.

Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se irritava com os hábitos e costumes da sogra, que a criticava cada vez mais com insistência. Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo, mas Lin, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.
Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe: - “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas”.

Lin respondeu: Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda”. Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra. Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.

Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durantes estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.

As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:

“Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.”

Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar”.

Na China, há um provérbio que diz: “A pessoa que ama os outros também será amada”.E os árabes têm outro provérbio: “O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos”.

As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão vir a ser as que mais nos darão alegrias no futuro. Invista nelas, cative-as, ouça-as, cruze seu mundo com o mundo delas. Plante sementes. Não espere o resultado imediato, colha com paciência.

Esse é o único investimento que jamais se perde. Se as pessoas não ganharem, você, pelo menos, ganhará: paz interior, experiência e consciência de que fez o melhor.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Viver é bom...


Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização.

Eu sabia que era preciso tempo. Cada perda tem sua hora de acabar, cada morto seu prazo de partir, e não depende muito da vontade da gente.

A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada.

As pessoas são responsáveis e inocentes em relação ao que acontece com elas, sendo autoras de boa parte de suas escolhas e omissões.  Lya Luft

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O perdão a luz do espiritismo


Um rapaz procurou um padre e, em confissão, disse-lhe que carregava um grave pecado.
- Fala, filho, fala. Diz o teu pecado, que a misericórdia divina te absolverá.
O rapaz ficou silencioso, como sob o peso formidável de sua culpa. Após um suspiro disse:
- Padre, roubei, porque tinha fome. E isso está me atormentando a consciência.
O velho vigário, após ouvi-lo disse:
- Você esqueceu-se das bênçãos do trabalho. Pedir é melhor que roubar. Sempre encontramos uma alma caridosa que nos estende a mão.
- Eu sei seu padre. Por isso estou aqui. Lembro-me dos ensinamentos de minha santa mãe, e me envergonho do que fiz.
O padre sentiu em seu depoimento, um verdadeiro arrependimento. Então disse:
- Filho! Vá para casa, e reze um terço de manhã, outro a tarde e outro a noite por um mês. Fazendo isso, você estará perdoado. Vá à santa paz de Deus! E não peques mais.
O rapaz saiu aliviado, acreditando que estava realmente livre do seu "pecado".

Mas, para nós espíritas não basta o arrependimento para recebermos o perdão. É apenas o primeiro passo na árdua jornada da reabilitação, em favor da qual não bastam penitências, ritos, ou rezas.
Aquele que ofendeu alguém e recebe absolvições por ter orado, repetidamente, um certo número de vezes, determinado pelo sacerdote, fica com a estrada livre para novos desatinos. Nesse tipo de perdão, vemos visível estímulo a novos erros, novos enganos, novas ilusões.
O perdão que o Espiritismo e os amigos espirituais preconizam em verdade não é de fácil execução.
Requer muito boa-vontade.
Demanda esforço - esforço continuado, persistente.
Reclama perseverança.
Pede tenacidade.
É de fundamental importância que o mal seja reparado através da dor ou do amor.
Da dor é o pagamento das dívidas através dos resgates.
Do amor é através da caridade que estendermos ao próximo: “o amor cobre (elimina) multidões de pecados (dívidas)”.
Qual método escolheremos para pagar nossas dívidas?

Fonte: http://mocidadeallankardec.blogspot.com.br/

Buda e o Tapa na Cara


Buda estava sentado embaixo de uma árvore falando aos seus discípulos. Um homem se aproximou e deu-lhe um tapa no rosto.Buda esfregou o local e perguntou ao homem:

- E agora? O que vai querer dizer?

O homem ficou um tanto confuso, porque ele próprio não esperava que, depois de dar um tapa no rosto de alguém, essa pessoa perguntasse: “E agora?” Ele não passara por essa experiência antes. Ele insultava as pessoas e elas ficavam com raiva e reagiam. Ou, se fossem covardes, sorriam, tentando suborná-lo. Mas Buda não era num uma coisa nem outra; ele não ficara com raiva nem ofendido, nem tampouco fora covarde. Apenas fora sincero e perguntara: “E agora?” Não houve reação da sua parte.

Os discípulos de Buda ficaram com raiva, reagiram. O discípulo mais próximo, Ananda, disse:

- Isso foi demais: não podemos tolerar. Buda guarde os seus ensinamentos para o senhor e nós vamos mostrar a este homem que ele não pode fazer o que fez. Ele tem de ser punido por isso. Ou então todo mundo vai começar a fazer dessas coisas.

- Fique quieto – interveio Buda – Ele não me ofendeu, mas você está me ofendendo. Ele é novo, um estranho. E pode ter ouvido alguma coisa sobre mim de alguém, pode ter formado uma idéia, uma noção a meu respeito. Ele não bateu em mim; ele bateu nessa noção, nessa idéia a meu respeito; porque ele não me conhece, como ele pode me ofender? As pessoas devem ter falado alguma coisa a meu respeito, que “aquele homem é um ateu, um homem perigoso, que tira as pessoas do bom caminho, um revolucionário, um corruptor”. Ele deve ter ouvido algo sobre mim e formou um conceito, ele bateu nessa idéia.


Se vocês refletirem profundamente, continuou Buda, ele bateu na própria mente. Eu não faço parte dela, e vejo que este pobre homem tem alguma coisa a dizer, porque essa é uma maneira de dizer alguma coisa: ofender é uma maneira de dizer alguma coisa. Há momentos em que você sente que a linguagem é insuficiente: no amor profundo, na raiva extrema, no ódio, na oração.


Há momentos de grande intensidade em que a linguagem é impotente; então você precisa fazer alguma coisa. Quando vocês estão apaixonados e beijam ou abraçam a pessoa amada, o que estão fazendo? Estão dizendo algo. Quando vocês estão com raiva, uma raiva intensa, vocês batem na pessoa, cospem nela, estão dizendo algo. Eu entendo esse homem. Ele deve ter mais alguma coisa a dizer; por isso pergunto: “E agora?”

O homem ficou ainda mais confuso! E Buda disse aos seus discípulos:

- Estou mais ofendido com vocês porque vocês me conhecem, viveram anos comigo e ainda reagem.

Atordoado, confuso, o homem voltou para casa. Naquela noite não conseguiu dormir.

Na manhã seguinte, o homem voltou lá e atirou-se aos pés de Buda. De novo, Buda lhe perguntou:

- E agora? Esse seu gesto também é uma maneira de dizer alguma coisa que não pode ser dita com a linguagem. Voltando-se para os discípulos, Buda falou:

- Olhe, Ananda, este homem aqui de novo. Ele está dizendo alguma coisa. Este homem é uma pessoa de emoções profundas.

O homem olhou para Buda e disse:

- Perdoe-me pelo que fiz ontem.

- Perdoar? – exclamou Buda. – Mas eu não sou o mesmo homem a quem você fez aquilo. O Ganges continua correndo, nunca é o mesmo Ganges de novo. Todo homem é um rio. O homem em quem você bateu não está mais aqui: eu apenas me pareço com ele, mas não sou mais o mesmo; aconteceu muita coisa nestas vinte e quatro horas! O rio correu bastante. Portanto, não posso perdoar você porque não tenho rancor contra você.

E você também é outro, continuou Buda. Posso ver que você não é o mesmo homem que veio aqui ontem, porque aquele homem estava com raiva; ele estava indignado. Ele me bateu e você está inclinado aos meus pés, tocando os meus pés; como pode ser o mesmo homem? Você não é o mesmo homem; portanto, vamos esquecer tudo. Essas duas pessoas: o homem que bateu e o homem em quem ele bateu não estão mais aqui. Venha cá. Vamos conversar.

domingo, 25 de novembro de 2012

Martha Medeiros é ótima mesmo...

Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar ‘the big one’, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas, além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante.  Pois então. Também é louca. E fascina a todos.

Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa  fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseja mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.

ENCONTRANDO SUA ALMA GÊMEA


Como saber se a pessoa com quem você está se relacionando é seu par perfeito ou ideal?

A primeira certeza é pelo olhar. O encontro entre almas gêmeas é muito intenso, acontece ao mesmo tempo no plano astral. O olhar liga um ao outro, no plano da inteligência, que é estar com Deus. A atração sexual até acaba ficando em segundo plano.

Um outro critério muito importante é o da não possessividade. Pretender possuir, considerar-se dono ou querer ter o controle sobre outra pessoa é impor a própria presença e personalidade, forçar a natureza e o próprio sentimento, ao mesmo tempo em que se "afoga" a personalidade do outro. E não se pode forçar ninguém a nos amar.
Não se pode abrigar alguém a nos amar. Um relacionamento amoroso só pode progredir e dar certo se for baseado no entendimento mútuo e no respeito.

Amar e ser amado envolve sempre o dever e a responsabilidade de nos fazermos amáveis, ou seja, dignos de ser amados.

Outra certeza do encontro das almas gêmeas é o amor genuíno, a genuinidade. A pessoa não procura modelar a outra segundo a imagem que tem em mente, mas aceita-a como ela é, procurando ajudá-la a alcançar sua personalidade melhor e mais elevada. Outra coisa muito comum que acontece no início dos relacionamentos é a cobrança que uma pessoa faz em relação à outra, dizendo que só fará uma determinada coisa se a outra pessoa fizer algo em troca.

A frase "farei isto se você fizer aquilo" é contrária à natureza da alma gêmea. A alma gêmea age, não vive de reações. Ela é ativa, viva. O princípio de conduta de ambos dificilmente será modificado por influências externas ou ideais que outras ou elas próprias impuseram.  Igualmente desonesto e injusto é ficar mantendo uma "conta corrente" para controlar o que um fez em benefício do outro.

A alma gêmea é generosa e não se importa em dar mais do que recebe. Eventualmente, com o passar do tempo, poderá magoar-se, mas quando isso acontecer, muito provavelmente será um indício de que o parceiro, na realidade, não é sua alma gêmea, pois se fosse ele estaria se importando com você, tanto quanto você se importa com ele.
O amor genuíno, citado antes, é oferecido sem que a ele estejam presas correntes. É o que os filósofos chamam de amor desinteressado, ou em outras palavras, o que não pode ser comercializado.

Não se pode forçar ninguém a nos amar ...


O relacionamento das almas gêmeas não mantém o registro de erros nem mantém arquivos de mágoas. Além disso, o verdadeiro amor dá sempre o primeiro passo para a reconciliação rápida, ainda que não tenha a certeza quando à resposta. Quanto mais rápido, melhor. O amor verdadeiro baseia-se na fé, e não no medo.
O amor é generoso, amigo e esclarecido. Nada de leviandades ou promiscuidade.

Embora o amor seja incondicional, não é dado aleatoriamente, levianamente ou cegamente. O amor deve ser generoso e esclarecido. O amor genuíno é o amor abrangente. Como no relacionamento de um casal, esse amor alcança e vai além do aspecto puramente físico. Este não é descartado, mas a união vai, além disso, atingindo o espiritual e também o mental, sendo muito mais intenso, rico e duradouro.
O encontro de almas gêmeas rejeita qualquer distinção de raça, nação e credo, desde que haja um nível básico de afinidade que lhe garanta o início do relacionamento e sua sobrevivência.

O amor de almas gêmeas é puro e abrangente e não tem idade, pois independe do aspecto puramente físico. A união é muito mais elevada, atingindo esferas espirituais e mentais intensas, ricas e duradouras.

O primeiro passo, se você estiver sozinho, é ver as pessoas como elas são, e não como você gostaria que elas fossem. Aceite as pessoas sem preconceito. O amor que discrimina é conhecido como amor individual e não fraternal, universal.

O amor de Almas Gêmeas é inesgotável, não diminui à medida que o relacionamento continua, mas aumenta cada vez mais.

Não existe namorado, amante ou amado, muito menos divisões, desuniões ou desilusões.

O amor subsiste em outros planos e em outras vidas.

É eterno.

Danielle Oliveira
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"ROTEIRO"

O maior e melhor amigo: DEUS
Os melhores companheiros: Os Pais
A melhor casa: O Lar
A maior felicidade: A Boa Consciência
O mais belo dia: Hoje
O melhor tempo: Agora
A melhor regra para vencer: A Disciplina
O melhor negócio: O Trabalho
O melhor divertimento: O Estudo
A coleção mais rica: A das Boas Ações
A estrada mais fácil para ser feliz: O Caminho Reto
A maior alegria: O Dever Cumprido
A maior força: O Bem
A melhor atitude: A Cortesia
O maior heroísmo: A Coragem de Ser Bom
A maior falha: A Mentira
A pior pobreza: A Preguiça
O pior fracasso: O Desânimo
O maior inimigo: O Mal
O melhor dos esportes: A Prática do Bem
 ( Humberto de Campos - pela pena de Chico Xavier ) 17/Setembro/2003:

OS DOIS PEREGRINOS

Dois peregrinos se encontraram na curva do caminho. Um desejava escalar o monte, o outro ia para o vale. Como eram velhos amigos, e havia muito tempo que não se viam, pararam para repousar e conversar. Perguntou o do vale: — Que fazes tu, amigo? — Dirijo-me para o monte. — Mas que pretendes tu no monte? — Quero iniciar-me lá. Lá aprenderei como conseguir que os tigres venham buscar minhas carícias, quais se fossem gatos. Lá desenvolverei poderes para abandonar meu corpo e regressar a ele, à vontade, para realizar milagres e manipular as forças íntimas da matéria. E tu, amigo, para onde vais? — Dirijo-me para o vale — respondeu o outro. — Mas que queres tu no vale? — Lá aprenderei a dominar os tigres que se agitam dentro de mim. Adquirirei o poder de abandonar a velha “casca” do homem velho, de uma vez para sempre, não mais devendo regressar a ela. Lá existem multidões famintas junto das quais buscarei os milagres que só o amor realiza. Lá, em contato com as grandezas e misérias do próximo, encontrarei minhas próprias misérias e grandezas e aprenderei a dar sentido cósmico às forças íntimas do próprio ser. A ti leitor, eu te pergunto: Quem era o verdadeiro candidato à iniciação? O do monte que buscava a solidão exterior e pretendia os poderes que o tornavam escravo de Maya? Ou do vale, que nas vastas e profundas solidões de si mesmo, aprenderia a ser solidário com os homens? Iniciação não se realiza de fora para dentro, busca-se de dentro para fora. Não vem de um conjunto de atos cerimoniais, mas de firmeza de uma única e sincera atitude espiritual. Oh! Senhor, quando aprenderemos que não estás nos picos dos montes ou na solidão dos mosteiros? Quando te buscaremos, afinal, dentro de nós e em qualquer parte? Huberto Rohden