terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Buda e o Tapa na Cara


Buda estava sentado embaixo de uma árvore falando aos seus discípulos. Um homem se aproximou e deu-lhe um tapa no rosto.Buda esfregou o local e perguntou ao homem:

- E agora? O que vai querer dizer?

O homem ficou um tanto confuso, porque ele próprio não esperava que, depois de dar um tapa no rosto de alguém, essa pessoa perguntasse: “E agora?” Ele não passara por essa experiência antes. Ele insultava as pessoas e elas ficavam com raiva e reagiam. Ou, se fossem covardes, sorriam, tentando suborná-lo. Mas Buda não era num uma coisa nem outra; ele não ficara com raiva nem ofendido, nem tampouco fora covarde. Apenas fora sincero e perguntara: “E agora?” Não houve reação da sua parte.

Os discípulos de Buda ficaram com raiva, reagiram. O discípulo mais próximo, Ananda, disse:

- Isso foi demais: não podemos tolerar. Buda guarde os seus ensinamentos para o senhor e nós vamos mostrar a este homem que ele não pode fazer o que fez. Ele tem de ser punido por isso. Ou então todo mundo vai começar a fazer dessas coisas.

- Fique quieto – interveio Buda – Ele não me ofendeu, mas você está me ofendendo. Ele é novo, um estranho. E pode ter ouvido alguma coisa sobre mim de alguém, pode ter formado uma idéia, uma noção a meu respeito. Ele não bateu em mim; ele bateu nessa noção, nessa idéia a meu respeito; porque ele não me conhece, como ele pode me ofender? As pessoas devem ter falado alguma coisa a meu respeito, que “aquele homem é um ateu, um homem perigoso, que tira as pessoas do bom caminho, um revolucionário, um corruptor”. Ele deve ter ouvido algo sobre mim e formou um conceito, ele bateu nessa idéia.


Se vocês refletirem profundamente, continuou Buda, ele bateu na própria mente. Eu não faço parte dela, e vejo que este pobre homem tem alguma coisa a dizer, porque essa é uma maneira de dizer alguma coisa: ofender é uma maneira de dizer alguma coisa. Há momentos em que você sente que a linguagem é insuficiente: no amor profundo, na raiva extrema, no ódio, na oração.


Há momentos de grande intensidade em que a linguagem é impotente; então você precisa fazer alguma coisa. Quando vocês estão apaixonados e beijam ou abraçam a pessoa amada, o que estão fazendo? Estão dizendo algo. Quando vocês estão com raiva, uma raiva intensa, vocês batem na pessoa, cospem nela, estão dizendo algo. Eu entendo esse homem. Ele deve ter mais alguma coisa a dizer; por isso pergunto: “E agora?”

O homem ficou ainda mais confuso! E Buda disse aos seus discípulos:

- Estou mais ofendido com vocês porque vocês me conhecem, viveram anos comigo e ainda reagem.

Atordoado, confuso, o homem voltou para casa. Naquela noite não conseguiu dormir.

Na manhã seguinte, o homem voltou lá e atirou-se aos pés de Buda. De novo, Buda lhe perguntou:

- E agora? Esse seu gesto também é uma maneira de dizer alguma coisa que não pode ser dita com a linguagem. Voltando-se para os discípulos, Buda falou:

- Olhe, Ananda, este homem aqui de novo. Ele está dizendo alguma coisa. Este homem é uma pessoa de emoções profundas.

O homem olhou para Buda e disse:

- Perdoe-me pelo que fiz ontem.

- Perdoar? – exclamou Buda. – Mas eu não sou o mesmo homem a quem você fez aquilo. O Ganges continua correndo, nunca é o mesmo Ganges de novo. Todo homem é um rio. O homem em quem você bateu não está mais aqui: eu apenas me pareço com ele, mas não sou mais o mesmo; aconteceu muita coisa nestas vinte e quatro horas! O rio correu bastante. Portanto, não posso perdoar você porque não tenho rancor contra você.

E você também é outro, continuou Buda. Posso ver que você não é o mesmo homem que veio aqui ontem, porque aquele homem estava com raiva; ele estava indignado. Ele me bateu e você está inclinado aos meus pés, tocando os meus pés; como pode ser o mesmo homem? Você não é o mesmo homem; portanto, vamos esquecer tudo. Essas duas pessoas: o homem que bateu e o homem em quem ele bateu não estão mais aqui. Venha cá. Vamos conversar.

domingo, 25 de novembro de 2012

Martha Medeiros é ótima mesmo...

Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar ‘the big one’, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas, além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante.  Pois então. Também é louca. E fascina a todos.

Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa  fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseja mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.

ENCONTRANDO SUA ALMA GÊMEA


Como saber se a pessoa com quem você está se relacionando é seu par perfeito ou ideal?

A primeira certeza é pelo olhar. O encontro entre almas gêmeas é muito intenso, acontece ao mesmo tempo no plano astral. O olhar liga um ao outro, no plano da inteligência, que é estar com Deus. A atração sexual até acaba ficando em segundo plano.

Um outro critério muito importante é o da não possessividade. Pretender possuir, considerar-se dono ou querer ter o controle sobre outra pessoa é impor a própria presença e personalidade, forçar a natureza e o próprio sentimento, ao mesmo tempo em que se "afoga" a personalidade do outro. E não se pode forçar ninguém a nos amar.
Não se pode abrigar alguém a nos amar. Um relacionamento amoroso só pode progredir e dar certo se for baseado no entendimento mútuo e no respeito.

Amar e ser amado envolve sempre o dever e a responsabilidade de nos fazermos amáveis, ou seja, dignos de ser amados.

Outra certeza do encontro das almas gêmeas é o amor genuíno, a genuinidade. A pessoa não procura modelar a outra segundo a imagem que tem em mente, mas aceita-a como ela é, procurando ajudá-la a alcançar sua personalidade melhor e mais elevada. Outra coisa muito comum que acontece no início dos relacionamentos é a cobrança que uma pessoa faz em relação à outra, dizendo que só fará uma determinada coisa se a outra pessoa fizer algo em troca.

A frase "farei isto se você fizer aquilo" é contrária à natureza da alma gêmea. A alma gêmea age, não vive de reações. Ela é ativa, viva. O princípio de conduta de ambos dificilmente será modificado por influências externas ou ideais que outras ou elas próprias impuseram.  Igualmente desonesto e injusto é ficar mantendo uma "conta corrente" para controlar o que um fez em benefício do outro.

A alma gêmea é generosa e não se importa em dar mais do que recebe. Eventualmente, com o passar do tempo, poderá magoar-se, mas quando isso acontecer, muito provavelmente será um indício de que o parceiro, na realidade, não é sua alma gêmea, pois se fosse ele estaria se importando com você, tanto quanto você se importa com ele.
O amor genuíno, citado antes, é oferecido sem que a ele estejam presas correntes. É o que os filósofos chamam de amor desinteressado, ou em outras palavras, o que não pode ser comercializado.

Não se pode forçar ninguém a nos amar ...


O relacionamento das almas gêmeas não mantém o registro de erros nem mantém arquivos de mágoas. Além disso, o verdadeiro amor dá sempre o primeiro passo para a reconciliação rápida, ainda que não tenha a certeza quando à resposta. Quanto mais rápido, melhor. O amor verdadeiro baseia-se na fé, e não no medo.
O amor é generoso, amigo e esclarecido. Nada de leviandades ou promiscuidade.

Embora o amor seja incondicional, não é dado aleatoriamente, levianamente ou cegamente. O amor deve ser generoso e esclarecido. O amor genuíno é o amor abrangente. Como no relacionamento de um casal, esse amor alcança e vai além do aspecto puramente físico. Este não é descartado, mas a união vai, além disso, atingindo o espiritual e também o mental, sendo muito mais intenso, rico e duradouro.
O encontro de almas gêmeas rejeita qualquer distinção de raça, nação e credo, desde que haja um nível básico de afinidade que lhe garanta o início do relacionamento e sua sobrevivência.

O amor de almas gêmeas é puro e abrangente e não tem idade, pois independe do aspecto puramente físico. A união é muito mais elevada, atingindo esferas espirituais e mentais intensas, ricas e duradouras.

O primeiro passo, se você estiver sozinho, é ver as pessoas como elas são, e não como você gostaria que elas fossem. Aceite as pessoas sem preconceito. O amor que discrimina é conhecido como amor individual e não fraternal, universal.

O amor de Almas Gêmeas é inesgotável, não diminui à medida que o relacionamento continua, mas aumenta cada vez mais.

Não existe namorado, amante ou amado, muito menos divisões, desuniões ou desilusões.

O amor subsiste em outros planos e em outras vidas.

É eterno.

Danielle Oliveira
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"ROTEIRO"

O maior e melhor amigo: DEUS
Os melhores companheiros: Os Pais
A melhor casa: O Lar
A maior felicidade: A Boa Consciência
O mais belo dia: Hoje
O melhor tempo: Agora
A melhor regra para vencer: A Disciplina
O melhor negócio: O Trabalho
O melhor divertimento: O Estudo
A coleção mais rica: A das Boas Ações
A estrada mais fácil para ser feliz: O Caminho Reto
A maior alegria: O Dever Cumprido
A maior força: O Bem
A melhor atitude: A Cortesia
O maior heroísmo: A Coragem de Ser Bom
A maior falha: A Mentira
A pior pobreza: A Preguiça
O pior fracasso: O Desânimo
O maior inimigo: O Mal
O melhor dos esportes: A Prática do Bem
 ( Humberto de Campos - pela pena de Chico Xavier ) 17/Setembro/2003:

OS DOIS PEREGRINOS

Dois peregrinos se encontraram na curva do caminho. Um desejava escalar o monte, o outro ia para o vale. Como eram velhos amigos, e havia muito tempo que não se viam, pararam para repousar e conversar. Perguntou o do vale: — Que fazes tu, amigo? — Dirijo-me para o monte. — Mas que pretendes tu no monte? — Quero iniciar-me lá. Lá aprenderei como conseguir que os tigres venham buscar minhas carícias, quais se fossem gatos. Lá desenvolverei poderes para abandonar meu corpo e regressar a ele, à vontade, para realizar milagres e manipular as forças íntimas da matéria. E tu, amigo, para onde vais? — Dirijo-me para o vale — respondeu o outro. — Mas que queres tu no vale? — Lá aprenderei a dominar os tigres que se agitam dentro de mim. Adquirirei o poder de abandonar a velha “casca” do homem velho, de uma vez para sempre, não mais devendo regressar a ela. Lá existem multidões famintas junto das quais buscarei os milagres que só o amor realiza. Lá, em contato com as grandezas e misérias do próximo, encontrarei minhas próprias misérias e grandezas e aprenderei a dar sentido cósmico às forças íntimas do próprio ser. A ti leitor, eu te pergunto: Quem era o verdadeiro candidato à iniciação? O do monte que buscava a solidão exterior e pretendia os poderes que o tornavam escravo de Maya? Ou do vale, que nas vastas e profundas solidões de si mesmo, aprenderia a ser solidário com os homens? Iniciação não se realiza de fora para dentro, busca-se de dentro para fora. Não vem de um conjunto de atos cerimoniais, mas de firmeza de uma única e sincera atitude espiritual. Oh! Senhor, quando aprenderemos que não estás nos picos dos montes ou na solidão dos mosteiros? Quando te buscaremos, afinal, dentro de nós e em qualquer parte? Huberto Rohden

TUDO DEPENDE DA ESCOLHA

Podemos fugir à tristeza? Não. Podemos impedir as perdas? Não. Podemos obrigar que nos amem? Não. MAS... Podemos usar os momentos de dor, frustração e ressentimento para aprender a amar melhor... Podemos tornar nosso trabalho mais realizador... Podemos transformar o ódio em perdão... O ressentimento em compreensão... BASTA TOMAR A DECISÃO! ESCOLHENDO a melhor forma de resolver os conflitos e aprender com eles... DESAFIE a você mesmo, criando um artifício para lidar, com o negativo. INVENTE um jogo em que ganhe pontos, diante de situações que você resolva com harmonia, ou perca pontos se não resistir a se fazer de vítima... FECHE as portas ao automatismo burro...Ele faz sofrer e nos torna refém. PODEMOS SER HOJE, MELHORES DO QUE ONTEM. CABE A VOCÊ, SOMENTE A VOCÊ, ESCOLHER SE OS ACONTECIMENTOS DE ONTEM, HOJE E AMANHÃ, SERÃO USADOS PARA TORNÁ-LO UMA PESSOA MELHOR... QUAL A SUA ESCOLHA HOJE?
Agradeçamos a Deus, pela oportunidade do recomeço.O que seria do homem se ele não pudesse recomeçar, a cada dia, o aprendizado da véspera? Sem a benção do recomeço, como poderíamos reparar o erro, reiniciar a tarefa, retomar o caminho? Se cairmos, reergamo-nos do chão, quantas vezes se fizerem necessárias. Não neguemos a ninguém a chance de recomeçar a sonhar, a sorrir, a ser feliz. Todos estamos sempre a carecer de uma nova porta, que se nos descerre à esperança. Se preciso for, recomecemos todos os dias no exercício de sermos melhores do que somos, refazendo as promessas que ainda não logramos cumprir. A cada vinte e quatro horas, o dia se renova na Terra em busca do clima perfeito. Tenhamos a humildade de recomeçar sempre que necessário, mas, sobretudo, tenhamos a grandeza de estender aos outros a dádiva do recomeço. A reencarnação é a benção do recomeço para o espírito culpado! Renovemos os nossos votos de confiança na Vida e recomecemos na construção da própria felicidade.

SINAIS VERMELHOS

Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:
Quando entramos na faixa da impaciência;
Quando acreditamos que a nossa dor é a maior;
Quando passamos a ver ingratidão nos amigos;
Quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;
Quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa; Quando reclamamos apreço e reconhecimento;
Quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;
Quando passamos o dia a exigir esforço alheio, sem prestar o mais leve serviço;
Quando pretendemos fugir de nós mesmos, através do álcool ou do entorpecente;
Quando julgamos que o dever é apenas dos outros.
Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou na luz do discernimento. Scheilla (Do Livro: Ideal Espírita - Psicografia de Francisco Cândido Xavier/ Waldo Vieira)
A Amizade torna os fardos mais leves, porque os divide pelo meio. A Amizade intensifica as alegrias, elevando-as ao quadrado na matemática do coração. A Amizade esvazia o sofrimento, porque a simples lembrança do amigo é lenitivo com jeito de talco na ferida. A Amizade ameniza as tarefas difíceis, porque a gente não as realiza sozinho. São dois cérebros e quatro braços agindo. A Amizade diminui as distâncias. Embora longe, o amigo é alguém perto de nós. A Amizade enseja confidências Redentoras: problema partilhado , percalço amaciado; felicidade repartida, ventura acrescida. A Amizade coloca música e poesia na banalidade do cotidiano. A amizade é a doce canção da vida e a poesia da eternidade. Amigo é a outra metade da gente. O lado claro e melhor. Sempre que encontramos um amigo, encontramos um pouco mais de nós mesmos. O Amigo revela, desvenda, conforta. É uma porta sempre aberta em qualquer situação.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Reflexão de hoje...

Difícil decifrar a palavra felicidade...O que sei é que quando compreendemos melhor sobre algo, alguém ou alguma situação nos libertamos de sentimentos ruins e então ficamos em paz e essa sensação pode ser chamada de “felicidade” e tudo isso devido ao fato de saber entender, conhecer, aprender, perceber, exercitar sutilmente o viver...Como diz Chico Xavier o conhecimento liberta. De agora em diante ao invés de dizer "HOJE ESTOU FELIZ!" Vou dizer: HOJE ESTOU LIVRE !!!!

INCONSTANTES

Inegavelmente existe uma dúvida científica e filosófica no mundo que, alojada em corações leais, constitui precioso estímulo à posse de grandes e elevadas convicções; entretanto, Tiago refere-se aqui à inconstância do homem que, procurando receber os benefícios divinos, na esfera das vantagens particularistas, costuma perseguir variadas situações no terreno da pesquisa intelectual sem qualquer propósito de confiar nos valores substanciais da vida. Quem se preocupa em transpor diversas portas em movimento simultâneo, acaba sem atravessar porta alguma.A leviandade prejudica as criaturas em todos os caminhos, mormente nas posições de trabalho, nas enfermidades do corpo e nas relações afetivas.Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe as características. Necessitamos, acima de tudo, confiar sincera-mente na Sabedoria e na Bondade do Altíssimo, compreendendo que é indispensável perseverar com alguém ou com alguma causa que nos ajude e edifique. Os inconstantes permanecem figurados na onda do mar, absorvida pelo vento e atirada de uma para outra parte.Quando servires ou quando aguardares as bênçãos do Alto, não te deixes conduzir pela inquietude doentia. O Pai dispõe de inumeráveis instrumentos para administrar o bem e é sempre o mesmo Senhor Paternal, através de todos eles. A dádiva chegará, mas depende de ti, da maneira de procederes na luta construtiva, persistindo ou não na confiança, sem a qual o Divino Poder encontra obstáculos naturais para exprimir-se em teu caminho. Livro Pão Nosso

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

DIETA

O assunto "dieta" é um dos prediletos do público atualmente. Os jornais e as revistas estão cheios de artigos sobre a matéria. No entanto, o mais importante...é a dieta mental em que se vive. O alimento que forneces a tua mente determina todo o caráter da tua vida. Os pensamentos, os assuntos que são ponderados pela mente, fazem de ti e do teu ambiente aquilo que são. Tua vida é o espelho dos teus pensamentos. Tudo em tua vida atual - o estado do teu corpo, doente ou são, o estado dos teus bens, poucos ou muitos, o estado do teu lar, feliz ou infeliz, na verdade, a condição de todas as fases de tua vida, tudo é totalmente ditado pelos pensamentos e sentimentos que alimentaste no passado, pelo tom habitual do teu pensamento. E as condições da tua vida de amanhã, da semana que vem, do ano que vem, dependerão inteiramente dos pensamentos e sentimentos que decidires entreter daqui por diante. Em outras palavras, és tu quem escolhe todas as condições da tua vida ao escolheres os pensamentos de que se ocupará a tua mente. Não se pode ter um tipo de mente e um outro tipo de ambiente. Isto significa que não é possível modificar o ambiente sem modificar também a mentalidade; assim como não é possível - e aqui está a chave - modificar a mentalidade sem provocar a modificação no ambiente. M.Zelia

domingo, 14 de outubro de 2012

Auto-Estima

''Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que você tem de si, com muita paciência e amor reconstrua-a. Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão, sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, você é a sua criação mais valiosa. Não olhe para trás. Não olhe para os lados. Olhe somente para dentro, para bem dentro de você e faça dali o seu lugar de descanso, conforto e recomposição. Crie este universo agradável para si. O mundo agradecerá o seu trabalho. Quando aprendemos a ser despreocupados ficamos desapegados dos problemas e naturalmente felizes. Ao criarmos o hábito de pensar apenas o que é necessário, haverá uma grande economia de pensamentos e energia. Por outro lado, se o nosso tempo é perdido em pensamentos inúteis, o intelecto torna-se fraco e cansado. Assim como as preocupações inibem e ocultam os nossos talentos, a calma na mente inspira e desenvolve a criatividade.” Brahma Kumaris

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

“E quem tem Deus no coração sabe que não há mal que vingue, nem inveja que maltrate, nem inimigos. Por que pra todo mal, há cura.” Caio Fernando Abreu

domingo, 16 de setembro de 2012

Um impulso natural


“Amar os inimigos não é, pois, ter para com eles uma afeição que não está na Natureza, porque o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira bem diferente do de um amigo”.

Na investigação profunda da raiva, do rancor ou da ira, devemos considerar os poderosos e irracionais impulsos de agressividade, espontâneos e inatos na psique humana. São emoções ou formações psíquicas que o espírito partilha com o mundo animal, do qual faz parte e de onde evoluiu.

A moderna teoria evolutiva deve mais a Charles Darwin do que a qualquer outro evolucionista, pois foi toda ela construída nas bases de sua obra intitulada “A Origem das espécies”. Hoje está provado cientificamente que as criaturas humanas sofreram um processo de evolução extraordinário. Somente do hominídeo pré-histórico denominado de “Java” ou “Pithecanthropus erectus” até o homem moderno, transcorreram milhares e milhares de anos de desenvolvimento e aprimoramento do organismo do ser vivo.

Dessa forma, não podemos separar a Natureza de nós mesmos, pois também somos Natureza, já que pertencemos aos mesmos departamentos da vida, desde o mineral, vegetal, animal até ao homem. Na Natureza tudo foi criado com um objetivo e função, porque nada do que está em nós está errado. O que acontece é que, muitas vezes, usamos mal - ou seja, não aprendemos a usar convenientemente e dentro de um senso de equilíbrio - as possibilidades mais íntimas de nossa alma imortal.

Em nossos parentes distantes, os animais irracionais, existe o impulso do ataque-defesa. Manifesta-se também em nós esse mesmo impulso, denominado “instinto de destruição”. É ele uma das primeiras manifestações da lei de preservação, da sobrevivência dos animais em geral, e imprescindível para defendê-los dos perigos da vida.

Nos dias atuais, o termo “raiva” talvez tenha sido interpretado como sendo somente crueldade, violência, vingança, quando, na realidade, significa primordialmente “estado de alerta”, visto que essa energia emocional nos aguça todos os demais sentidos, para uma eventual necessidade de proteção e apoio a qualquer fato ou situação que nos coloque em ameaça.

Esse impulso natural possibilita à nossa mente uma maior oportunidade de elaboração, percepção e raciocínio, deixando-nos alerta para enfrentar e sustentar as mais diversas dificuldades. Ativa nossos desejos de realização, impulsiona ações determinantes para rompermos a timidez e constrangimentos, encoraja-nos a nos colocar no meio social e estimula-nos a defesa-fuga diante de situações de risco.
Portanto, quando ao ser humano é negado o direito de expressar sua raiva ou prazer, castrado nos seus primeiros anos de vida, torna-se uma criança indefesa, com tendência a ter uma personalidade tímida, medrosa e passiva. Já as “tolerâncias ilimitadas” dos pais nessas áreas induzirão o menor a se confundir com o uso de seus impulsos de agressividade e afeto, podendo atingir igualmente, em seu estado adulto, comportamentos apáticos e demonstrar uma enorme falta de iniciativa, infantilização ou superlativa dependência do lar.

Grande parte dos professores, tios, pais e avós mantêm uma forma de visão preconceituosa e obstinada sobre a “raiva”, soterrando os instintos inatos da criança, castigando-a e vendo-a como criatura má e imperfeita, a qual atribuem atitudes reprováveis.

Por acreditarem que tais energias emocionais sejam completamente condenáveis e inadmissíveis, é que forçam os pequenos a ser, a qualquer preço, “adaptados” e “bem-comportados”, a maneira deles. Isso irá gerar mais adiante posturas de isolamento e distanciamento dos adultos, por lhes ter sido negado o exercício de aprender a comandar suas mais importantes e primitivas emoções. Na contenção da raiva no adulto, notamos o escoamento do instinto para outros órgãos do corpo físico, surgindo assim a somatização com o aparecimento neles dos primeiros sinais de doença, pois para lá que a energia reprimida se transferiu e se localizou.

Todas as vezes que somos incomodados ou defrontados com agressores, o impulso de raiva vai surgir. Ele é automático, é nosso “estado de alerta”, que nos vigia e que nos defende de tudo aquilo que pode nos comprometer ou destruir.
Nas criaturas mais amadurecidas, contudo, os impulsos instintivos moldaram-se à sua mentalidade superior, e elas passaram a controlá-los, canalizando-os de forma mais adequada e coerente.

Essencialmente, porém, é preciso dizer que o ato de transformação do impulso de destruição não requer a “anulação” ou “extinção” dele em nossa intimidade, e sim o aprendizado de transmutá-lo, observando o que diz literalmente a palavra “transformação”, oriunda do latim: “trans” quer dizer “através de”; “forma”, o modo pelo qual uma coisa existe ou se manifesta; e “actio”, “ação”. Entendemos por fim que, “através de novas ações, mudaremos as formas pelas quais a raiva se manifesta”, sem, todavia, aniquilá-las ou exterminá-las.

Com essa visão, a proposta salutar de canalizar e sublimar a agressividade é promover-nos profissionalmente, criando atividades educativas, usando práticas do esporte e outras tantas realizações. Todos aqueles que se dedicam às atividades nas áreas da criatividade, como poetas, pintores, oradores, escultores, artesãos, escritores, compositores e outros, fazem parte das criaturas que direcionam seus impulsos de agressividade para as artes em geral, sublimando-os.
Por sua vez, os que se exercitam fisicamente constituem exemplos clássicos daqueles que escoam naturalmente para o esporte sua energia de raiva. Outros tantos a transformam, redirecionando-a para as atividades junto aos carentes, nas obras e instituições de promoção e assistência social.

Quando as crianças insistirem em cortar, destruir, quebrar, arrancar, esmagar, torcer, bater ou amassar, estão apenas manuseando suas emoções emergentes de raiva ou seus impulsos agressivos, para que saibam usá-los no futuro com controle e conveniência. Em vez de censurá-los e criticá-los, devemos oferecer-lhes um “material adequado”, para que essas manifestações possam ocorrer plenamente, sem dissabores ou demais prejuízos. Desse modo, “amar os inimigos não é, pois, ter para com eles uma afeição que não está na Natureza”. Nossas emoções são energias que obedecem às leis naturais da vida, são previstas nos estatutos da “Lei de destruição” e da “Lei de conservação”, e agem mecanicamente, pois são disparadas ao detectarmos nossos adversários.

Não obstante, “o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira bem diferente do de um amigo”, quer dizer, a emoção energética da raiva ativa a glândula supra-renal, que libera a adrenalina no sangue. O coração acelera, a pressão arterial sobe, a respiração se intensifica, os músculos se contraem; daí sentirmos essa sensação estranha e incômoda.

Em síntese, “amar” os inimigos ou adversários, na interpretação do ensino de Jesus Cristo, não é nutrir por eles ódio ou qualquer propósito de vingança, nem mesmo desejar-lhes mal algum. Acima de tudo, o Mestre queria dizer que nossas emoções inatas de raiva, em nosso atual contexto evolutivo, não querem, em verdade, destruir nada do que está “fora de nós”, como se fazia nos primórdios da evolução. Ao contrário, elas querem nos defender, destruindo conceitos, atitudes e pensamentos “dentro de nós”, os quais nos tornam suscetíveis e vulneráveis ao mundo e, conseqüentemente, nos fazem ser atacados, machucados e ofendidos.
Livro: Renovando Atitudes
Francisco Espirito Santo Neto


sexta-feira, 7 de setembro de 2012


''A arrogância atrai o ódio e a inveja.
A elegância desperta o respeito e o amor.
A arrogância nos faz humilhar o semelhante.
A elegância nos ensina a caminhar pela luz.
A arrogância complica as palavras porque acha que a inteligência é apenas para alguns eleitos.
A elegância transforma pensamentos complexos em algo que todos possam entender. Todo homem caminha com elegância e transmite á sua volta quando está percorrendo o caminho que escolheu. Seus passos são firmes, seu olhar é preciso,seu movimento é belo. E mesmo nos momentos mais dificeis, seus adversários não conseguem distinguir sinais de fraqueza,porque a elegância o protege.''

Paulo Coelho Manuscrito encontrado em Accra

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Bom atalho...


MAR ALTO


Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem abandonados na experiência humana. Inquietante sensação de soledade lhes corta o coração. Choram de saudade, de dor, renovando as amarguras próprias. Acreditam que o destino lhes reservou a taça da infinita amargura. Rememoram, compungidos, os dias da infância, da juventude, desesperanças crestadas nos conflitos do mundo. No íntimo, experimentam a cada instante o vago tropel das reminiscências que lhes dilatam as impressões de vazio. Entretanto, essas horas amargas pertencem a todas as criaturas mortais. Se alguém as não viveu em determinada região do caminho, espere a sua oportunidade, porquanto, de modo geral, quase todo Espírito se retira da carne, quando os frios sinais de inverno se multiplicam em torno. Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam carinhosamente.O Pai nunca deixa os filhos desamparados, assim, se te vês presentemente sem laços domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te enviou a pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições. Livro O Pão Nosso.

sábado, 21 de julho de 2012

SOBRE O LIVRO QUE ESTOU ESCREVENDO


Todos os comentários feitos aqui no blog vão direto para meu email de onde eu respondo e decido se publico ou não. Por lá tenho recebido perguntas sobre o livro que estou escrevendo e tenho esclarecido que se trata de uma biografia “fictícia” que faz alusão a história de uma mulher muito amarga que teve certa vez uma verdadeira amiga e a perdeu simplesmente porque não soube separar o joio do trigo e deixou-se influenciar pela filha que infelizmente não é uma pessoa bem resolvida e acha que o mundo inteiro não presta e está contra elas. O livro é grande cheio de detalhes e às vezes publico aqui partes que gosto mais. Estou chegando no final dele e hoje trago uma parte do desfecho da conversa das duas amigas ou ex-amigas...
...Sentada em uma casa de chá com ela, finalmente poderia ter uma conversa que há muito esperava...Olhei em seus olhos miúdos e fiz a pergunta que realmente não quer calar:
- Sei que errei, não quero ser aprovada, perdoada, ou seja, lá o que for que você imagine, mas quero muito entender o porque de tanta falsidade? E os comentários maldadosos que você fez a meu respeito pra me prejudicar perante todos que me conheciam...? Não bastava as pessoas envolvidas saberem e sofrerem? Qual o motivo dessa exposição? O que nós te fizemos? Se você não se sentiu confortável com a situação que infelizmente eu criei, que falasse honestamente sobre seus sentimentos, dissesse que estava chateada, que não iria concordar com os fatos e que pra que “tudo” ficasse mais ou menos arrumado iria no máximo conviver socialmente comigo já que não dava pra chutar o pau da barraca, mas ao contrário você continuou me tratando como se fosse sua amiga, ouvindo meus desabafos, aceitando meus argumentos, rindo das minhas bobagens, elogiando meus trabalhos, freqüentando minha casa, minhas festas, meus momentos bons e ruins. Eu acreditei que você me entendia, reconhecia que o fato de eu ter vacilado com a minha vida não acabaria com nossa amizade, amigos verdadeiros não são assim? Gostam de você apesar de reconhecer seus defeitos e erros? Eu acreditei nisso e continuei depositando todas as minhas fichas até que...Anos se passaram e por obra do destino tudo se encaixou... Pessoas vieram aqui e ali sem eu pedir e me contaram coisas que foram me salvando da amizade encastelada em que eu vivia. Fui ligando uma fala sua com outra e percebi que eu deveria ter enxergado sua manobra... Eu sempre desarmada te recebia de coração aberto, pois o fato de eu ter feito o que fiz não me isenta de ser uma pessoa inocente para certas armadilhas...Cai e quando me levantei passei anos pensando...Porque você não me contou que não gostava de mim? Qual fora o prazer em conviver comigo dia a pós dia sem realmente ser minha amiga? O que você lucrou com isso? Você que prega a pureza, a bondade porque não foi sincera desde então? Teria evitado muitas coisas me ajudado até dando real exemplo...
Sabe...A moral também é medida pela sinceridade das pessoas. Manipular pessoas em desespero, chutar cachorro morto, fazer ameaças...Isso como se chama?
Ela não tinha respostas e com certeza ainda iria dizer que eu estava me fazendo de vítima (ela usava muito essa tática e achava que todos eram iguais)...

(continuo outro dia, pois faltam algumas correções)